Mostrando postagens com marcador DVD Mangue Negro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador DVD Mangue Negro. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Chupacabras e Vivico!


Oi gente!

No feriadão do trabalhador Fábulas Negras recomenda um passeio de canoa nas curvas do mangue de Perocão, vale até uma paradinha estratégica pra catar caranguejo! Bora lá...

Esta semana uma criança surpreendeu todos nós com um pedido muito especial: na comemoração do aniversário de 10 anos, em 24 de abril, queria o bolo do Chupacabras! Interessante que a classificação do filme é 16 anos, abusamos nos xingamentos e a violência é retratada com a mesma brutalidade da vida real. Porém, o aniversariante não estava se referindo ao longa de terror mas, especificamente, ao carismático monstro!


Bolo do Chupacabras


Espertinho este tal monstro heim... Com poderes de sedução encanta a nova linhagem e garante continuidade no futuro bem próximo.  É um conforto a certeza de que, “sempre haverá resistência”! Desde a época do Mausoleum nosso espetáculo tem impacto positivo no público infanto-juvenil. Recebíamos crianças na casa de terror, acompanhadas dos pais ou responsáveis, com diversão e tietagem pra família toda.       
Joel, Jhan, Rodrigo, eu e Ricardo recebendo com muito carinho os nossos fãs
Mãe e filho se divertiam assistindo, várias vezes, o espetáculo de terror  Mausoleum - temporada Salvador/BA

É isso ae João Victor! Parabéns!

Na grandeza dos 10 anos aceita que o Chupacabras é de mentirinha (ou não) e sem julgamento e condenação brinca com o fantástico. Libertando o espírito do preconceito de gostar e perpetuar aquilo que lhe é “estranho”. De presente ganhou a camisa do monstro e foi admitido ao clã com todas as honrarias que merece.

Mas quem se sentiu presenteado mesmo foi o Monstrólogo quando recebeu a foto do bolo. Emocionado sorriu e balançou a cabeça! Acho que ele voltou tão inspirado pra oficina que até confeccionou mais uma criatura para Mar Negro, o peixe arraia. Outra vítima da misteriosa mancha negra que se transformou numa horrenda Arraia-Zumbi.
O monstro, Arraia-Zumbi ,  agora vai pra fase de pintura e acabamento 


É divertido ler o roteiro em grupo porque sempre começa um burburinho causado pela criatividade bairrista do Rodrigo. Observem as singelas personagens do filme: Baiacu-Sereia; Zumbi-Caranguejo, Criaturas-Negras, Gaivota-Mutante, O Monstro da Rede, Vísceras-Assassinas, Arraia-Zumbi-Voadora... E não há forças que o detenha.

Ainda bem! Nós agradecemos! E mais − permanecemos juntos e firmes na base que sustenta um trabalho que está apenas começando. E quando o peso ameaça nos esmagar o destino intervém oferecendo com gentileza um pedaço de bolo do Chupacabras! Muito obrigada Vivico e Feliz Aniversário amiguinho!

Lembramos que nossa Loja Virtual recebe pedidos diariamente e oferecemos peças exclusivas com a alta qualidade da Fábulas Negras: camisas, DVD edição de luxo Mangue Negro, canecas, máscaras de espuma de látex e o DVD de lançamento A noite do Chupacabras. Já conseguimos repor as numerações que estavam em falta e quem quiser autografo é só especificar no pedido. 

Muito obrigada pelo carinho e desejamos um ótimo feriado a todos!

Chupacabras arrebatando corações


segunda-feira, 19 de março de 2012

Afinidade cultural



Oi gente!

Nossa semana começou muito inspiradora e deliciosamente alto astral! Ontem participamos do encontro cosplay Kawaii, em Vitória e voltamos pra Perocão com caraminholas na cabeça... Zombieplay!

Os motivos são reais, em fevereiro A Noite do Chupacabras foi recebido com entusiasmo Festival de Cinema Fantástico no Japão; não é por coincidência que nossos monstros usam roupas de borracha e sim inspiração no clássico cinema japonês; e a influência de culturas tão distintas que exerce fascínio nos dois lados do mundo, ocidente e oriente.  

E apesar de fundamento e estética diferentes, há entre o terror e o cosplay certo grau de parentesco, que os uni de forma quase umbilical ao universo da fantasia − A Mãe de todos! Deve ser justamente por isso que nunca fomos convidados para simpósios de física quântica, não rola uma química legal...

Rodrigo Aragão no cosplay kawaii conversando sobre produção de terror 


Já que precisamos trabalhar que seja divertido! A maratona durou o dia inteiro e segundo o organizador do evento, Heleno Lyra, o público foi de 1.600 pessoas mais 200 que não conseguiram entrar porque o local, Praia Tênis Clube estava lotado. Com varias atividades desenvolvidas: concurso de desenho, games, cartas, exibição de animes, performances e muito mais.

Giovanni Coio e eu ocupamos um lugar de grande responsabilidade, a mesa de jurados para o desfile cosplay. A missão era pontuar, de 5 a 10, fantasias e interpretações. Estávamos deslumbrados com o capricho dos personagens. Enquanto isso, o Monstrólogo fazia a cobertura do evento no quadro, repórter por um dia, do programa local, Em Movimento. De onde estávamos não conseguimos acompanhar a reportagem, mas dava pra ver o sorriso escancarado na cara do Rodrigo. O programa Cultura Nativa também prestigiou o encontro.

Em outro ponto a Mayra se desdobrava, ora observando a distância nossas crianças brincando, CarolinyAragão (Machine Girl), Ianara Alarcón (Chii) e Roney Aragão (apoio da produção) − desde cedo catequizamos a próxima geração, ora, atendendo aos pedidos dos clientes no estande Fábulas Negras: DVD Mangue Negro, camisas, canecas, fotos, máscaras, autógrafos, cartazes e agendava a Maquiagem de Efeito Especial.

As meninas Fábulas Negras (Ianara de preto e Carol de óculos) tietando no cosplay  


Assim que o Monstrólogo largou o microfone, logo empunhou pincel e a paleta de tinta. Para deleite de todos que encontravam uma ou outra criatura ensangüentada na multidão colorida. O dia foi muito feliz! Cheio de crianças, adolescentes, jovens, adultos, pais e avós que se permitem brincar. Tudo cabe neste caldeirão! E o melhor, a galera sóbria de bebida alcoólica e bêbada de fantasia.

Ah Queridos Leitores, antes de encerrar gostaria de lembrá-los que o estoque da Loja Virtual diminui sensivelmente depois de ontem, inclusive, acabaram algumas estampas em baby look. Então sejam rápidos, http://fabulasnegras.loja2.com.br/

Na próxima segunda-feira retomaremos o diário de bordo de Mar Negro, nosso terceiro longa metragem. Faz algumas semanas que não conversamos sobre ele, mas guardamos tudo com cuidado e discutiremos o assunto aos poucos. As novidades passam pelo roteiro, produção, locações enfim a estrutura geral do filme. Fiquem tranquilos porque todas as mudanças são apenas com a intenção de melhorar o rendimento da produção.       

Muito obrigada a todos pelo carinho e apoio e, por favor, continuem escrevendo pra nós, seja aqui no blog ou lá no e-mail, aragaofx@gmail.com porque é sempre uma grande alegria receber sugestões e estar em contato com vocês.

Nós também!


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O Vento Trouxe Mudanças

Oi gente!
Cá estamos novamente. Com prazer me lanço ao meu nobre oficio: o nosso blog. Hum... Desconfio que esteja perdidamente enamorada por ele, o blog.
Esta semana nosso Monstrólogo promoveu transformações significativas no roteiro de Mar Negro. Isso despertou inquietação em todos nós e sinto uma vontade absurda de contar tudo pra vocês, porém, corro risco de vida. Estou prometida, caso escolha romper o segredo, ser desfigurada numa horrenda criatura da lama podre. Ai. Perdoem minha fraqueza, mas sob tal pressão é mais seguro ficar em silêncio (por enquanto).

Horrenda criatura da lama podre
Mas, podemos falar livremente sobre outro assunto, que parece brincadeira de criança, talvez seja por isso que Rodrigo e Ulisses não param de sorrir enquanto modelam o barro. Em 2007 fizemos a primeira versão da maquete símbolo, quando nos preparávamos para o lançamento de Mangue Negro. Desde então a peça vem crescendo, saiu do papel e recebeu valiosas contribuições, inclusive do Belasco, artista talentoso que às vezes aparece aqui em Perocão.
Ao longe escuto Adão Negro cantar, “amassarei o barro com amor”, e se misturam à música: barro, mãos habilidosas dos artistas, amor, Fábulas, risos, e claro, o lúdico para a grande ocasião: uma maquete, construída em conjunto que marca os novos tempos da produtora, Fábulas Negras, vamos ficar com logo e vinheta repaginadas. 

Rodrigo Aragão e Ulisses Debian 'brincando' de maquete
Mas não pensem que o negócio aqui seja apenas alegria e diversão (isso destruiria os sólidos valores do trabalho, seria uma crise...). Também cumprimos metas, estabelecemos prazos, discutimos números, ou seja, é trabalho né?! Ainda finalizamos uma encomenda, os troféus para os ganhadores do CineFantasy 2011. Observem quanta personalidade e bom humor há nesta carismática figura.


Troféus para os ganhadores do CineFantazy 2011
E não acabou, somos uma legítima fábrica. Nossas fornalhas exalam o perfume da ilusão enquanto as monstruosas máscaras de látex estão “assando”. Algumas embarcam direto para O Cara Dos Quadrinhos, visitem a Galeria do Rock. Agora, quem está fora de São Paulo, não precisa entrar em pânico, basta encomendar no vendas@fabulasnegras.com e pronto. Hoje somos Rodrigo, Mayra, Ulisses e eu aguardando a chegada de toda a trupe para ligarmos o botão Força Total, porque verdade seja dita trabalho é coisa de gente grande, mas uma pitada de fantasia não faz mal pra ninguém.

Mayra Alarcón, Rodrigo Aragão, Ulisses Debian e as Máscaras

Pessoal, muito obrigada pelo carinho.
Até a próxima sexta-feira.
Kika     

segunda-feira, 5 de abril de 2010

DVD duplo!!!


Olá pessoal,

sei que isso do DVD duplo já parece uma lenda urbana... mas é sim uma realidade...
Estamos cada vez mais próximos de ver o nosso filme nas prateleiras, numa edição que é verdadeiramente um luxo!!!



Para todos os bloggeiros, tem uma super "promoção", rolando no Blog Cine Monstro, do nosso amigo Carlos Primati.




Irão ser 5 DVD's os sorteados, entre as pessoas que postarem lá no blog... as regras desse jogo, só acessando














cine-monstro.blogspot.com/2010/03/promocao-concorra-dvds-duplos-de-mangue.html">

Todos podem concorrer.... e ajudar a divulgar essa iniciativa tão bakana....

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Lançamento Mangue Negro em DVD!!!!


Tenho o imenso prazer de anunciar em primeira-mão o lançamento oficial em DVD do filme Mangue Negro (2008), dirigido pelo capixaba Rodrigo Aragão. O filme é uma deliciosa e sangrenta comédia de zumbis, no estilo ultrajante de mestres do horror moderno como Sam Raimi e Peter Jackson, e já rodou o mundo conquistando prêmios e elogios da crítica especializada. Mangue Negro chega em DVD no dia 1º de fevereiro pelo redivivo selo Dark Side/London Films numa edição luxuosa. O lançamento terá direito a luva especial e dois discos cheio de extras, incluindo entrevistas, bastidores e os curtas anteriores dirigidos pelo Rodrigo, os cultuados Chupa Cabras (sucesso absoluto no YouTube) e Peixe Podre 1 e 2.

Fica o convite a todos os entusiastas de filmes de horror e do cinema brasileiro em geral a prestigiar o trabalho do Rodrigo comprando o DVD - que custará apenas R$ 29,90 em lojas como Americanas, Extra e Walmart - não apenas porque o Rodrigo é gente boa e merece todo o apoio, mas principalmente porque o filme é muito bacana e está recebendo um tratamento cuidadoso que poucos títulos brasileiros têm quando chegam ao DVD.

Autor: Carlos Primati

Carlos Primati é Jornalista, crítico, historiador e pesquisador dedicado a tudo que se refere ao cinema de horror mundial, publicou artigos em livros sobre a obra do cineasta José Mojica Marins (Zé do Caixão) e sobre o Horror no Cinema Brasileiro. Criou e editou por algum tempo a revista Cine Monstro e acredita que algum dia lançará uma monumental enciclopédia sobre o gênero!
Mais dele no blog : cine-montro.blogspot.com

domingo, 14 de setembro de 2008

Eu, zumbi



Quem acha que vida de zumbi é só andar por aí atrás de carne fresca, está muito enganado...


Eu, Zumbi é um texto de Giovanni Coio, amigo e colaborador da equipe do Mangue Negro. Nessa crónica ele nos conta como é a vida de um zumbi no mangue...



Eu, Zumbi
por Giovanni Coio, um dia de filmagem para o Mangue Negro.



Chegue cedo.
Esteja preparado.

Oito horas da manhã, um lindo dia de sol, temperatura amena, sábado.
Todos se divertem. Uns na praia, uns nos bares, uns em casa.
Saio de casa levando uma calça, camisa, sapatos, que não precise mais. Tudo velho, como solicitado.

Moro a menos de quinhentos meros da casa de R. Ele havia me convidado para ser participante de um dia de filmagem de seu novo filme. Eu já conhecia o projeto e tinha visto as primeiras tomadas. Claro que topei, - vai ser legal.

Do lado de fora do ateliê de R. numa área coberta, juntei-me à equipe que iria trabalhar na cena daquele dia. Eram maquiadores, formados por R. para preparar os Zumbis, mais os assistentes que davam apoio para a parte de figurino, rango, água. Duas câmeras, Mauricio (Pizza) e Thiago.

Em um semi-círculo de cadeiras, várias pessoas eram preparadas, sentadas, recebiam as primeiras camadas de verniz, como uma linha de produção, eram dezesseis Zumbis. Sentei-me numa cadeira e também recebi verniz na cara e nas mãos. Duas, três, quatro, cinco mãos tocam meu rosto, pescoço e mãos. Minha pele começou a repuxar, os olhos a arder, as narinas sendo invadidas pelo cheiro ácido. É um processo lento, constrói-se camada em cima de camada. Tem que ser convincente. E tem que resistir ao Mangue. Aplicam látex, silicone, trapos. Ali, na cadeira, imóvel, olhos fechados, ouço o burburinho do trabalho que não para.

Pausa para respirar. Cola isso, põe aquilo. Próteses preparadas por R. são habilmente utilizadas para produzir personagens horrendos, assustadores, asquerosos.

Passam-se quatro horas. Uma tortura. Na mesma posição, não pode mexer, não pode respirar, nem pensar.

Após estarmos prontos, fomos para um espaço desenvolver algumas caracterizações de comportamento zumbizístico. Como arrastar a pernas, como andar para um lado olhando para outro, como fazer sons de Zumbi. Como atacar em bando, como revirar os olhos. Em pouco tempo formávamos uma roda tenebrosa, estava muito bom, lindamente podres.

O lanche. Arroz de carreteiro feito por Dona Dalva (mãe de R.).

Todos alimentados, para o Mangue, nosso cenário. Fica perto, menos de um quilômetro, subindo na direção contrária à do mar. O material "material" vai de carro. Fios, lâmpadas, maquiagem, uns baldes de gosma, de sangue... rebatedores, água, mais rango ( a coisa vai demorar ). O material "humano", nós Zumbis e outros assistentes, vai a pé. Uma procissão como essa causaria espanto em qualquer lugar do mundo. Até aqui. Atraiu olhares curiosos e assustados por onde passamos.

- O que é isso? perguntavam.

Mangue, lindo Mangue.

No final da estrada que acompanha o Rio Perocão, junto ao Mangue, tivemos acolhida numa casa, onde havia um ancoradouro que consertava barcos, que nos propiciava acesso ao local desejado.
Nas entranhas.

Finalmente soubemos de que se tratavam os estranhos baldes cheios de coisas, fomos cobertos por gosma, muita gosma, para ficarmos com a bela aparência de Zumbis do Mangue. Recém-feita, estava quentinha, dava certo conforto, cobertos por uma camada de polvilho cozido.???

Devidamente caracterizados, fomos entrando Mangue adentro, atolando o pé na lama, tropeçando em galhos submersos, subindo pelas raízes.

A cena se desenvolve durante a fuga de Júlio (O personagem deve ser devorado hoje) , devemos ataca-lo quando passar por nós.

Mergulhamos na água fria, escura. Para algumas tomadas, um a um, fomos saindo calmamente de dentro d’agua, filmados em close, depois, várias seqüências de perseguição, pulando por galhos, metade do corpo mergulhado, aquela gosma esfriando, a fome chegando, o corpo já doendo de cansaço, frio, já estávamos naquele ambiente há cinco horas. E era um tal de "mais uma, só para garantir", "agora mais um mergulho, vamos".

O céu, escurecendo, o sol, indo para trás das montanhas. A luz esvaia-se deixando as trevas aos poucos dominar tudo, quando ouvimos um "conseguimos a terminamos a cena". Viva!!
Nessa água começamos a nos limpar. Muito difícil, conseguimos tirar apenas a parte mais exterior, a lama dos sapatos, dos cabelos, das roupas, alguma parte da gosma.

Como moro perto, fui para casa de bicicleta, cheguei e fui logo para o chuveiro, fiquei mais de meia hora esfregando com um monte de coisas, saí, sequei-me e passei então a limpar parte da maquiagem mais forte com algodão embebido em óleo de amêndoas.

O resto da maquiagem foi saindo aos poucos, nos travesseiros, lençóis, após uns dias, praticamente não havia mais nada. Nem de maquiagem nem de mim. Não agüentei o tranco e fiquei de cama, a coluna doía como nunca.

Foi quando decidimos que eu não poderia mais fazer aquilo, a "vida" de zumbi é muito dura para mim, então, me tornei o fotógrafo escondido da produção.


Rodrigo filmando na pedra.
Foto de Giovanni Coio